Apresentado a Universidade Bandeirante no curso de Pedagogia, na disciplina de Projeto e Gestão em Agências Educativas sob orientação da professora: Mayre Vigna Custódio.
Primeiro Relatório das disciplina de Projeto e Gestão em Agências Educativas apresentado a Universidade Federal de Mato Grosso, Curso de Pedagogia Modalidade à Distância ano 2014.
Marilze Rosa de Paula.
Marinete Rosa de Paula.
Patrícia Ramos Aguiar.
Rosimeire Juzelda Barbosa.
Sandra Martins dos Santos Pereira.
SUMÁRIO
1. Introdução
2. Identificação da Instituição Estagiada
2.1 Localização do CEI
2.2 Estrutura Administrativa e Pedagógica
2.3 Horário de Funcionamento
2.4 Níveis de Atendimento
3. Caracterização da Instituição
3.1 Histórico da Instituição
3.2 Números de Alunos
3.3 Estrutura Física
3.4 Problemas que Influenciam a Organização do CEI
3.5 Relação CEI e Mantenedora
3.6 Relação CEI e serviços aos Alunos
3.7 O CEI e a Profissionalização dos Educadores
3.8 Projeto Pedagógico
4. Descrição e Análise Reflexiva das Atividades de Gestão
5.Conclusão
6.Referência
INTRODUÇÃO
Gestão Escolar é um tema novo, mas de suma importância estratégica, na transformação de uma escola que atenda as atuais exigências de uma sociedade cada vez mais atual em termos de conhecimento, em que os progressos das telecomunicações, da informatização e descobertas científicas têm provocado mudanças rápidas e radicais, as quais a escola precisa acompanhar.
Para atender essas exigências o gestor em seu perfil de líder deverá ter uma noção de comportamento que é fundamental dentro de suas funções o que consistirá na maneira pela qual um indivíduo ou uma organização age, ou reage em suas inter-relações com o seu meio ambiente em resposta aos estímulos que dele recebe.
Chiavenato (2002) nos mostra que o resultado ou efeito do comportamento tem como origem vários estímulos, entre eles o estímulo de relacionamento com todos os envolvidos no ambiente escolar.
Não cabe a liderança só ao líder maior do grupo, mas a todos. Cada um é líder de se mesmo, têm pessoas que lideram um grupo, outros seu próprio trabalho e suas próprias ações. A relação entre um líder e seus liderados é peça fundamental para o desencadeamento do sucesso da equipe.
Os líderes escolares, hierarquicamente colocados como gestores, segundo Chiavenato (2002) são responsáveis por orientar e direcionar a equipe ao caminho da organização com os olhos para a realidade de sua missão, mas cabe a todos assumir compromissos, estar abertos a debates, a mudanças quando for necessário; o pensamento e a conversa devem ser vigorosos e atentar aos objetivos estabelecidos.
Gil (2001) nos diz que este profissional precisa dispor de muita competência tais como: ser um agente de mudanças, comprometido com os resultados e acontecimentos e com a situação da organização institucional, mostrar racionalidade, cultura, conhecimento, conhecer sua área de atuação, dialogar com facilidade, estabelecer uma relação de confiança, ter perfil negociador, colocar ênfase nas pessoas, ter comportamento ético, inovador, disposição para assumir riscos com equilíbrio, pensamento estratégico, saber compartilhar responsabilidade, lidar com resistências, perceber sentimentos e propor ações que possam ir à raiz do problema e acima de tudo agindo com equidade.
A Gestão Escolar é composta de Gestão Administrativa e Financeira, Gestão Pedagógica e de Recursos Humanos.
É através de um trabalho COLETIVO, coordenado pela equipe diretiva que envolve a todos: corpo administrativo, funcionários, professores, estudantes, Conselho Escolar, Grêmio estudantil e outras instituições que mantêm relação direta ou indireta que permitirá que a Instituição exerça um importante, estratégico e fundamental papel social, pois a mesma deve ser um agente transformador, que leva em conta as necessidades e carências do meio em que estiver inserida, sendo uma fonte de conhecimentos e informações para todos que nela buscam uma melhoria na qualidade de vida e um aperfeiçoamento como indivíduo e ser humano consciente.
2. IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO ESTAGIADA
2.1LOCALIZAÇÃO DA ESCOLA
NOME: Sociedade Beneficente Caminhando para o Futuro/ Núcleo: Brincando Também se Aprende.
ENDEREÇO: Rua Dr Paulo Furtado de Oliveira, nº 370, BAIRRO Jardim Santa Cruz.
Cidade São Paulo, SP.
Fone/Fax (011) 3983-3867
Cep: 02674030
2.2 ESTRUTURA ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA
01 Diretora-Formação Superior em Pedagogia, Pós-graduada em Assistente Social.
01 Coordenadora Pedagógica-Formação Superior em Pedagogia
01 Auxiliar de Enfermagem-Formação em Curso Técnico de Enfermagem
08 Professoras: 03-Formação Superior em Pedagogia, 03-Formação em Nível Médio/Magistério, 01Formação Superior em Pedagogia Incompleto, 01Formação Superior em Pedagogia Incompleto, Magistério.
02 Auxiliares de limpeza: 01-Formação Segundo Grau Completo, 01-Formação Segundo Grau Incompleto.
01 Cozinheira-Formação Segundo Grau Completo.
02 Auxiliares de cozinha: 01-Formação Segundo Grau Completo, 01-Formação Segundo Grau Completo.
2.3 HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO
Diurno: 7h 00 às 17h 00
2.4 NÍVEIS DE ATENDIMENTO
Educação Infantil: Mini Grupo, 1º Estágio A, 1º Estágio B. 1º Estágio C, 2º Estágio.
Centro de Educação Infantil aberto para Cidadania em parceria com a Paróquia local (funciona nos finais de semana, tendo como objetivo a ocupação dos espaços pela comunidade na catequização dos freqüentadores da Igreja com o intuito de evangelizar, como também, para diminuição da violência no próprio bairro e em seu entorno).
3. CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO
3.1 HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO
O Centro de Educação Infantil Brincando Também se Aprende, de São Paulo, foi inaugurado em 1996. Atende a 95 crianças de 0 a 5 anos.
O atendimento integral significa que a criança chega ao Centro de Educação Infantil por volta das 7:00 horas, toma café, têm atividades até as 10 horas e 30 minutos, há um momento que antecede o termino das atividades, entre 9h e 15 e 9h e 30 reservado para a hidratação das crianças, onde é oferecido um suco (os sabores variam dia após dia), 10 hora e 40 minutos almoça, começando pelo Mini Grupo e 1º Estágio A, em seguida as turmas do 1º Estágio B e C, e finalmente o 2º Estágio, logo depois da refeição escovam os dentes e há um intervalo para descanso, ou seja, a hora do soninho, e à tarde ao se levantarem tomam um lanche para só então participarem de outras atividades de aprendizagem e/ou trabalhinhos manuais, às 15 horas e 30 minutos começa à ser servido o jantar, que segue a mesma estrutura de organização do almoço, as 16 horas começa a troca de roupa e o pentear dos cabelos para logo depois às 17 horas elas possam seguir para suas casas.
Apesar das enormes dificuldades enfrentadas, pelos professores e funcionários para trabalharem com tantos problemas, tais como violência, familiar, prostituição, desemprego, desestruturação completa de muitas famílias, pobreza extrema, onde falta tudo, higiene precária. A maioria dos profissionais que trabalham no CEI tem sabido lidar e enfrentar todas as dificuldades e obstáculos, o que muitas e muitas vezes os deixam cabisbaixo, mas com uma certeza que jamais desistirão de fazer o seu papel que é o de ser PROFESSOR.
Direção, professores e funcionários administrativos, não hesitam em limpar salas, banheiros, corredores e pátio do CEI, ajudar no preparo das refeições lavar as louças, etc., se houver necessidade e se solicitados forem.
Com a mudança na lei 9394/96 afirmando que o atendimento nos CEIs seria à crianças de 0 a 3 anos de idade a Diretora Macilene Almeida Leite se posicionou em busca do atendimento em seu núcleo à crianças de 0 a 5 anos e conseguiu. Enfrentar problemas é um desafio que o gestor tem que saber lidar dia após dia.
3.2 ESTRUTURA FÍSICA
A estrutura física do CEI é boa, por ser um espaço plano de fácil acesso, porém suas divisões é que comprometem o espaço que poderia ser melhor utilizado,ou seja, a forma como as salas foram divididas não favoreceu sua área. As salas são pequenas, cada uma dela comporta 20 crianças, com cinco mesas e quatro cadeiras, mesa do professor, um suporte para os colchões e uma prateleira onde o professor coloca seu material pedagógico, as roupas de cama dos alunos são guardadas em caixas plásticas e cada uma das roupas de cama em seu devido saquinho plástico personalizado. No Mini Grupo não há mesa e nem cadeira. Só as três primeiras salas (Mini Grupo, 1º Estágio A, B, e C), tem prateleira (uma única), já no 2º Estágio há um armário que é dividido para a professora e a coordenadora pedagógica guardarem seus materiais, uma lousa verde, cada sala tem seu filtro de água. O material necessário para o andamento das aulas nem sempre é suficiente e adequado, a equipe diretiva do CEI colabora suprindo essas necessidades materiais, mas muitas vezes deixa a desejar. Existem duas dependências para realização de atividades: pátio coberto e pátio aberto, uma enfermaria, uma sala de direção, uma sala de coordenação, uma cozinha com uma despensa, um refeitório, uma despensa para produtos de limpeza e higiene, um banheiro para professores, um banheiro conjugado dividido para meninos e meninas.
3.3 NÚMERO DE ALUNOS
O CEI possui atualmente 95 alunos, matriculados no período integral de funcionamento, com um quadro de funcionários que se divide dessa maneira: 01 diretora, 01 coordenadora, 8 professores, 01 cozinheira, 02 auxiliar de cozinha, 02 auxiliares de limpeza, 01 auxiliar de enfermagem.
3.4 PROBLEMAS QUE INFLUENCIAM NA ORGANIZAÇÃO CEI
Os problemas existem e não são poucos. Os principais são: a falta de recursos financeiros como também pedagógicos, com o entorno que aparentemente não apresenta violência, porém é do conhecimento de todos que a violência está introduzida e muitas vezes camuflada, prostituição infantil, juvenil e adulta no bairro do CEI e nos bairros vizinhos, atingindo as famílias da comunidade. Tais problemas acabam por afetar a todos. Agora em época de eleições presidenciais podemos ver o quanto depende de nós para que as coisas venham acontecer, e a realidade ser modificada. Pois nesse momento devemos usar o nosso voto para a transformação social e cultural não só dessa comunidade, mas de todo o nosso país.
O desemprego apesar de significativa diminuição é também um problema sério que provoca a dependência das famílias à bolsa-escola e bolsa-família ou outras formas de assistencialismo.
3.5 RELAÇÃO CEI E MANTENEDORA
Sendo um Centro de Educação Infantil Particular Conveniado ele é mantido pela prefeitura do Estado de São Paulo, e subordinada a Coordenadoria Regional de Educação, que é responsável por solicitar e receber a documentação escolar, promover cursos, reuniões e orientar diretores, professores e funcionários, repassar informações e instruções da Secretaria Municipal de Educação. Os repasses de verbas são efetuados diretamente na conta da Entidade Caminhando para o Futuro, e administrados pelo presidente da instituição, que movimenta a conta. As despesas do CEI são registradas e repassadas para a Caminhado para o Futuro, que também assina a prestação de contas que são enviadas para a prefeitura.
3.6 RELAÇÃO ESCOLA E SERVIÇOS DE ATENDIMENTO AO ALUNO
São desenvolvidos no CEI, os seguintes projetos: Projeto de Artes, Animais, Brinquedoteca, Psicomotricidade (envolvendo jogos e brincadeiras), Multiculturalismo na educação infantil entre outros. Participam desses projetos alunos da educação infantil. Os alunos que apresentam problemas de aprendizagem, entre outros problemas que porventura são identificados pelos professores em sala de aula. Estes os encaminham para a direção/ coordenação do CEI, que tomará as providências necessárias juntamente com a auxiliar de enfermagem que conduzirá os encaminhamentos, para que os alunos possam ter um bom aprendizado. O CEI funciona todos os domingos com catequese para os freqüentadores da paróquia como também realiza festas Junina, dia das mães, passeios no dia da criança, como aqueles que são solicitados pelos professores como produto final de seus projetos. Também são realizados bingos beneficentes e festas para angariar fundos.
3.7 A ESCOLA E A PROFISSIONALIZAÇÃO DOS EDUCADORES
Do total de oito professores três não possuem Ensino Superior completo, ou seja, quase 50%. De vez em quando à direção do CEI escolhe apenas uma funcionaria e libera para cursos e palestras que são encaminhadas para Instituição.
3.8 PROJETO PEDAGÓGICO
A Proposta Pedagógica do CEI foi elaborada parcialmente em conjunto com professores, funcionários e comunidade. Sua Proposta Pedagógica que traz como missão promover atendimento a crianças através de atividades sócio-educativas, nutricionais, de esporte e lazer, todos os anos é revisada buscando melhorias e reajustes segundo a coordenadora. Ela afirma que em suas reuniões para discussões sobre a proposta de trabalho todos visam um ótimo desempenho naquilo que buscam em sua missão.
4. DESCRIÇÃO E ANÁLISE REFLEXIVA DAS ATIVIDADES DE GESTÃO
As atividades de gestão, observadas e analisadas no presente estágio, foram muito interessantes e instrutivas, pude perceber claramente à distância entre o que está escrito na Proposta Pedagógica do CEI e o que acontece na instituição no seu dia a dia. O Regimento Interno ( que por sinal não foi disponibilizado ainda para os funcionários), no que se refere à documentação, funções de professores e funcionários, funciona de acordo, percebe-se, que a gestora tenta desempenhar suas funções, referentes à documentação, matrículas, transferências, atestados, atendimento ao público e demais atribuições com certa ética e responsabilidade. A gestão financeira a princípio é equilibrada, a equipe diretiva administra os recursos financeiros, aplicando em melhorias para o CEI. Busca ainda arrecadar dinheiro através de venda de bolos para complementar as finanças. Pode-se dizer que a gestão administrativa funciona a contento dentro do que aparentemente apresenta.
Os funcionários de manutenção e limpeza nem sempre demonstram esforço e boa vontade em suas funções. O que parece é que não gostam muito do que fazem, dão conta do seu trabalho, já que o CEI não é tão grande assim e funciona no período integral, e mesmo assim o número de funcionários é insuficiente e sempre acontece de um ou outro ficar atestado por motivos de saúde ou outros. Quanto à cozinheira e as auxiliares, me pareceu que nem sempre desempenham suas funções a contento, pois ouço muitas reclamações de professores quanto à quantidade e qualidade das refeições servidas.
Os professores encontram-se bastante desmotivados, frente à equipe diretiva e de coordenação do CEI e suas ações. Mostram-se também muito preocupados e angustiados frente à falta de pulso firme desta diante de situações que assim exigem.
É visível a divisão dos professores durante a realização das atividades de estágio. Num total de 8 professores se dois ou 3 se preocupam com a aprendizagem dos alunos é muito. Mas até entre eles notam-se diferenças de atitude. Enquanto alguns só criticam, acusando a direção e a coordenação do CEI por tudo o que acontece de errado e contam os dias que faltam para terminar o ano letivo, outros se preocupam e tentam desempenhar seu papel de professor da melhor maneira como também buscam soluções para os problemas e se empenham na tarefa de educar, ciente de que essa é a profissão que exercem e independente do que está acontecendo e têm o dever de ensinar com competência e seriedade.
A equipe diretiva do CEI que compreende a diretora e a coordenadora pedagógica também parece estar bastante perdida, apesar de fazerem um grande esforço para tentar acertar, pois não possuem preparo suficiente para dar conta do recado. A diretora é bastante fechada e centralizadora, poucas vezes consulta os professores e funcionários, sobre decisões importantes. É possível ver claramente que está no comando e não possui um perfil democrático para tomar decisões. Isso causa transtornos e insatisfações. Além disso, ela se envolve bastante em tramites burocráticos e de gerenciamento burocrático dos Recursos Humanos, faltando assim tempo para pensar o CEI como um todo.
A coordenadora pedagógica é seriamente desqualificada para o cargo ao qual ocupa. Não tem potencial para desenvolver um trabalho de qualidade, não conhece a fundo a comunidade do CEI, não está ciente dos reais problemas do mesmo, e assim fica na dependência das decisões da direção. Mas mesmo assim faz o planejamento pedagógico e acompanha e orienta professores em todo o processo de ensino-aprendizagem, conforme pede a proposta de trabalho. O que não garantirá que seja realizado um trabalho de ensino-aprendizagem de qualidade.
Durante o estágio observei que a coordenação do CEI é vista pelos professores como se tivesse no cargo por dinheiro e puramente isso. Quando está realizando leituras espera-se que seja referente a sua função, resolvendo problemas de documentação e planejamento, o que vemos é que está lendo revista de fofoca ou em frente ao computador batendo papo com amigos, o que abre brecha para falarem que ela esta lá, sentada sem fazer nada.
Não tive a oportunidade de realizar uma atividade de gestão, até mesmo por que, não daria tempo, pois tinha muita documentação para analisar e estudar Proposta Pedagógica e outros . Também a observação e análise do cotidiano da equipe diretiva, pedagógica, e do funcionamento do CEI, tomou praticamente todo o tempo do estágio.
5. CONCLUSÃO
Realizar um estágio de gestão escolar é uma oportunidade maravilhosa e imprescindível, para o futuro pedagogo. Nada melhor do que experienciar o dia a dia de quem gerencia uma instituição de ensino para perceber o que realmente acontece, como são geridas as decisões.
Meu objetivo na realização desse estágio era na intenção de mostrar como é a atuação do gestor escolar, da coordenação pedagógica e toda sua equipe quanto ao desempenho frente aos problemas administrativos, pedagógico, ao nível de formação profissional e emocional para enfrentarem com tranqüilidade as diversas situações do cotidiano.
Deparei-me com uma realidade conhecida e aceita que é o de traçar planos, discutir teorias a serem postas em prática, não funcionar tão bem quanto se esperava. Quando isso ocorre, as práticas devem ser revistas pela equipe gestora e pedagógica com responsabilidade, equilíbrio e coragem para que se possa fazer uma mudança de estratégica e corrigir o que não deu certo.
Gerir uma Instituição de ensino não é fácil, seja ela pequena ou grande. Uma Unidade de ensino com tantos problemas e carências em seu entorno é ainda mais complicado, porque quem ali trabalha compartilha das dificuldades e esperanças da comunidade. Mais do que nunca é preciso que a gestão e sua equipe seja capaz, equilibrada, preparada, corajosa e acima de tudo, DEMOCRÁTICA, discuta os problemas com a comunidade, escute o que as pessoas têm para dizer, as sugestões e as críticas. Pois é através do dialogo, de um diagnóstico do que ocorre que se corrigem os erros e se acerta o caminho.
Concluo o estágio dizendo que as referências de gestão encontradas aqui no CEI Brincando Também se Aprende necessitam ser modificadas, precisa-se buscar qualificação, pois é preciso conhecer a realidade do ambiente onde exercem um papel de integração com todos os envolvidos para que juntos possam identificar e minimizar os problemas, permitindo resultados positivos nas ações que poderão direcioná-los para mudanças, chamando a todos a participar DEMOCRATICAMENTE dos objetivos e decisões.
Assim como afirma Perrenoud (2008), tomar decisões siguinifica fazer escolhas, pressupor, determinar o que é melhor (em termos de referências e valores), correr riscos, utilizar ideias ou informes como elementos importantes nesse processo, saber argumentar, enfrentar situações-problema, elaborar propostas, entender fenômenos, enfim partilhar como indivíduo ativo em um sistema difícil.
6. REFERÊNCIAS
CEI, Brincando Também se Aprende. Proposta pedagógica. São Paulo, 2010.
CHIAVENATO, Idalberto. Teoria Geral da Administração. Rio de Janeiro: Campus, 2002, 537p.
GIL, Antônio Carlos. Gestão de Pessoas: Modelo, Processos, Tendências e Perspectivas. São Paulo: Atlas, 2002, 210p.
PERRENOUD, Philippe. Ensinar: Agir na Urgência, Decidir na Incerteza. Porto Alegre, 2008, 208p.
RELATÓRIO II
Relatório Práticas Pedagógicas e Ensino/Estágio I - Lúdico no Espaço Escolar
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
NÚCLEO DE EDUCAÇÃO ABERTA E A DISTÂNCIA - CURSO LICENCIATURA
EM PEDAGOGIA - MODALIDADE A DISTÂNCIA
RELATÓRIO PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E ENSINO/ESTÁGIO I - LÚDICO NO ESPAÇO ESCOLAR
Barra do Bugres-MT - 2014
Marilze Rosa de Paula.
Marinete Rosa de Paula.
Patrícia Ramos Aguiar.
Rosimeire Juzelda Barbosa.
Sandra Martins dos Santos Pereira.
Primeiro Relatório das Práticas Pedagógicas e Ensino/Estágio I, o lúdico no espaço escolar apresentado a Universidade Federal de Mato Grosso, Curso de Pedagogia Modalidade à Distância ano 2014.
ORIENTADORA: Mônica Maria Furlan
Barra do Bugres-MT -2014
SUMÁRIO
Introdução
Capitulo I Do espaço observado
Capitulo II O lúdico no espaço escolar
Capitulo III Valorizar o brincar
Considerações finais
Bibliografia
Anexo
INTRODUÇÃO
Este relatório tem objetivo de apresentar os dados obtidos através da disciplina Das Práticas Pedagógicas e Ensino/Estagio I realizadas no Centro de Educação Infantil e Fundamental Primeiro Passos", localizado na Rua Frederico Josetti, município de Barra do Bugres, MT.
A ida a campo teve como objetivo observar o lúdico no ambiente escolar, observando todas as atividades desenvolvidas pela professora com as crianças desde o inicio da aula até o termino. Cada estagiário ficou responsável em observar salas diferentes, proposto pela direção devido o espaço físico das salas serem reduzidos e a maioria tem auxiliar de sala.
No capitulo I, observamos o espaço físico da escola, os profissionais que atuam na instituição, as brincadeiras realizadas com os alunos e organização do ambiente escolar.
O capitulo II aborda a rotina da unidade escolar, a presença do lúdico, reflete também sobre a importância do profissional como mediador entre o lúdico e a criança no processo de aprendizagem.
CAPITULO I
Do Espaço Observado
A instituição de ensino observada para a realização das Praticas de Estagio I atende a educação infantil e fundamental, com espaço amplo para 11 (onze) salas de aula, brinquedoteca, biblioteca, sala de vídeo e um parque de diversão em construção. Os banheiros são adequados aos alunos da faixa etária que a escola atende, disponibiliza de banheiros para os profissionais, cozinha com amplo refeitório, sala de direção e coordenação.
As salas de aula são arejadas, climatizadas, decoradas e sempre com exposição de atividades realizadas pelos alunos. Os mobiliários são conservados e adequados para cada faixa etária.
O pátio oferece uma visão agradável com jardins e decorações sempre com a preocupação de agradar e acolher os que estão inseridos e os que chegam na instituição.
A unidade de ensino possui em torno de 620 alunos da rede publica municipal e 53 profissionais, a maioria com nível superior completo, outros em processo de conclusão, todos se preocupam com a aprendizagem e o desenvolvimento de cada criança.
Os materiais pedagógicos são variados, tais como: tinta guache, giz de cera, lápis de cor, massa de modelar, e.v.a, folha sulfite, papel crepom e outros, sendo esses materiais de responsabilidade dos pais. Com exceção dos jogos, brinquedos e livros infantis que são oferecidos pela escola.
A biblioteca oferece variado acervo de literatura infantil de acordo com a faixa etária que a escola atende, brinquedoteca equipada com pula- pula, piscina de bolinhas, escorregador e brinquedos lógicos.
Percebemos o lúdico no espaço escolar, com o desenvolvimento de atividades como roda, passa anel, amarelinha, queimada, dança da cadeira, dramatização, contos de historias, musicas, porém as brincadeiras ocorrem de forma direcionada pelo profissional.A direção apóia a valorização do lúdico nas atividades elaboradas com os alunos, no início do ano propõe vários temas para que sejam desenvolvidos projetos pelos professores junto com os alunos para ser trabalhado durante o ano com todas as turmas. Ex: Meio Ambiente, Jogos e brincadeiras, Alimentação, Cultura do Município. Neste ano a escola está trabalhando com projetos voltados para importância da água envolvendo o Rio Paraguai e Bugres, valorização da cultura do município e hortaliças.
A rotina do CEIF Centro Educacional Infantil e Fundamental "Primeiros Passos" é dirigida e organizada. Os funcionários são escalados na questão da chegada e saída da escola para que sempre haja alguém para receber e entregar os alunos aos pais ou responsáveis.
No período matutino a chegada dos alunos inicia-se a partir das 06h40min da manha, alguns chegam com os pais e a maioria vem e volta no ônibus (sistema de transporte oferecido pela prefeitura da cidade). A escola disponibiliza quatro ônibus dividindo os pontos por cores para melhor facilitar no embarque e desembarque dos alunos. As 06h45min chegam o primeiro ônibus e assim sucessivamente até chegar o último. Conforme as crianças vão chegando, elas vão até a sala para guardar a bolsa e retornam ao pátio socializarem-se uns com os outros e para receber algo para comer, pois todos os dias são oferecidos aos alunos torrada ou biscoito de água e sal para que aguarde a professora chegar à sala de aula. No pátio as crianças são acompanhadas pelos inspetores para que ninguém caia e se machuque. Por volta de 07h10min iniciam-se as atividades em sala de aula.
No prédio da escola há uma divisão: uma cerca de telinha que separa as salas das crianças menores a partir de três anos que são do maternal das crianças maiores com até sete anos.
A organização para o retorno para casa e feito pelas monitoras os ônibus encostam-se ao portão da escola e a monitora passa de sala em sala pegando os alunos, chamando pela cor correspondente que e escrita no uniforme da criança no ato da compra. Logo após recolher as crianças e organizada uma fila no portão, onde a monitora confere quantas crianças estão ali e se está certo com a quantidade que veio naquele dia, assim que sai um ônibus o outro da prosseguimento ao mesmo processo. Permanecem na sala com a professora apenas os alunos que os pais virão buscar.A partir das 08h45min inicia-se o lanche que é servido no refeitório pelas monitoras, que organizam o lanche chamando três salas por vez, pelo espaço do refeitório. Então os alunos comem, bebem água, vão ao banheiro e retornam a sala. Não há brincadeiras nesse horário pelo fato de haver outras crianças para vir lanchar e por ter que cumprir o horário do ônibus, pois monitoras e alunos têm que estar embarcando as 10h00min horas para estar no ponto até as 10h30min da manha.
No período vespertino a rotina é a mesma, só não é oferecido aos alunos o biscoito na chegada dos alunos pelo fato de que o horário do almoço ter acabado de acontecer.
CAPITULO II
Lúdico No Espaço Escolar
O Centro de Educação Infantil e Fundamental Municipal "Primeiros Passos" atende os alunos no período matutino e vespertino, pela manha iniciam-se as atividades as 07h00minh com a acolhida dos alunos na brinquedoteca, sendo com turmas alternadas. Nesse momento é realizada orações, canto do hino municipal e nacional, e contos de historias e músicas. Em seguida dar-se continuidade das atividades em sala, logo após tem o intervalo para o lanche e retorna a sala finalizando as atividades e preparando o retorno para a casa.
Ao observar o lúdico no ambiente escolar, vai além do brincar, ou seja, a brincadeira tem que estar vinculada com o planejamento pedagógico, com intencionalidades específicas para a aprendizagem da criança, conforme a faixa etária, o lúdico contribui para os desenvolvimentos corporais, por que quanto mais à criança brinca aumentam possibilidades e habilidades para sua vida futura. Almeida (1995, p.41) ressalta "que a educação lúdica contribui e influência na formação da criança, possibilitando um crescimento sadio, um enriquecimento permanente".
É importante a escola oferecer espaço adequado nas brincadeiras em sala de aula, no pátio e na brinquedoteca, Conforme os Indicadores da Qualidade na Educação Infantil, 2009 pag.: 48.
E cabe ao profissional da Educação ser o mediador para que se desenvolvam valores na criança onde a mesma incorpore a capacidade de sua criatividade, e ajudar no desenvolvimento cognitivo da criança. Para Gomes "O lúdico possibilita o acesso a cultura, a incorporação de valores, a apropriação de novos conhecimentos. Através do lúdico, a criança encontra o equilíbrio entre o real e o imaginário." "Os ambientes físicos da instituição de educação infantil devem refletir uma concepção de educação e cuidado respeitosa das necessidades de desenvolvimento das crianças, em todos seus aspectos: físico, afetivo, cognitivo, criativo. Espaços internos limpos, bem iluminados e arejados, com visão ampla do exterior, seguros e aconchegantes, revelam a importância conferida às múltiplas necessidades das crianças e dos adultos que com elas trabalham; espaços externos bem cuidados, com jardim e áreas para brincadeiras e jogos, indicam a atenção ao contato com a natureza e a necessidade das crianças de correr, pular, jogar bola, brincar com areia e água, entre outras atividades."
Quando o lúdico está presente no contexto escolar, a criança sente prazer e interage com outras crianças e adultos, sentido segura e feliz, podendo criar um mundo de fantasias e viajar nas suas imaginações. Para PIAGET (1967) "o jogo não pode ser visto apenas como divertimento ou brincadeira para desgastar energia, pois ele favorece o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo e moral".
A escola tem que priorizar a ludicidade, o brincar é inato da criança, quando não oferecido ela sente desmotivada e desprovida de mecanismo que possibilitam seu desenvolvimento em todo aspecto.
Brincar desenvolve as habilidades da criança de forma natural, pois brincando aprende a socializar-se com outras crianças, desenvolve a motricidade, a mente, a criatividade, sem cobrança ou medo, mas sim com prazer (Cunha, 2001, p.14)
Para a criança o brincar é como uma rotina, com os brinquedos, jogos e brincadeiras ela está vivenciando e socializando com o seu meio.
O gestor e professor deve se preocupar de inserir o lúdico no projeto pedagógico e na organização das salas de aula proporcionando um ambiente acolhedor que vai sendo construído aos poucos por todos que ali estão inseridos, compartilhando experiência fazendo desse ambiente um espaço de crescimento e aprendizagem.
Valorizar o brincar
CAPÍTULO III
O lúdico é essencial nos espaços escolares, pois traz leveza para a convivência da criança proporcionando um ambiente acolhedor, sabendo que desfrutará de jogos e brincadeiras que gosta ficando mais a vontade. Para Moyles (2002 p.21) "Em todas as idades, o brincar é realizado por puro prazer e diversão e cria uma atitude alegre em relação à vida e a aprendizagem. Isso é uma razão suficiente para valorizar o brincar".
Com poucos dias de convivência durante o estágio I na escola "Primeiros Passos", foi possível perceber alguns pontos frágeis como a estrutura física do pátio que por ser um prédio antigo que foi adaptado para escola ainda conserva a estrutura irregular nas calçadas sendo altos e baixos, dificultando os movimentos rápidos ou brincadeiras que exijam espaços amplos, ocasionando a permanência das crianças por mais tempo em sala de aula. Para MEC/SEB (2012, pg. 113).
Oferecer experiências significativas para as crianças e garantir seus direitos. Uma educação de qualidade inclui espaços para que as crianças possam se manifestar por diferentes meios, serem ouvidas, serem acolhidas e se sentirem bem no seu ambiente.
Para resolver esta necessidade por um espaço especifico para brincadeiras e movimentos mais amplos, está sendo construído um parque, importante aquisição, pois nesse ambiente os alunos irão desfrutar do sol, do contato com a natureza e poderão descobrir e reinventar novas possibilidades de diversão e aprendizado.
...Brincar livre exploratório para brincar dirigido e de volta para o brincar livre melhorado e enriquecido permitiram que um espiral de aprendizagem se espalhasse para fora, em novas experiências para as crianças e para cima, na aquisição de conhecimento e habilidades.
Outro ponto positivo observado foram os projetos desenvolvidos pelos professores com as crianças, cada ano é escolhido um tema, e 2014 é o meio ambiente, são abordados temas como a importância do rio Bugres e o Paraguai, rios que corta o município, hortaliças, cultura Mato-grossense e as crianças tem participação nos projetos efetiva no desenvolvimento dos mesmos e observamos que a ludicidade está presente para se tornar mais atrativo para a criança e aliar na aprendizagem, conta se histórias, músicas, dramatizações voltadas para os temas e ao retornarem para as salas as professoras trabalham atividades dirigidas também abordando as temáticas é conforme destaca Moyles (2002 p.28). A unidade escolar oferece brinquedoteca espaçosa, climatizada e equipada com vários brinquedos e jogos, como pula-pula, escorregador, casinha, blocos lógicos, aparelhos eletrônicos, porém cada sala vai uma vez por semana uma média de duas horas para brincar, e foi perceptível o deslumbramento e diversão das crianças quando elas foram para esse espaço. Assim como (Kishimoto) "A criança adquire, constrói sua cultura lúdica brincando. É o conjunto de sua experiência lúdica acumulada, começando pelas primeiras brincadeiras... que constitui sua cultura lúdica." Realmente nesse espaço as crianças interagem com muita alegria elas se comunicam, sorriem, conversam com seus grupos e efetivamente trocam experiências. Assim como garante MEC/ SEB (2012, pg. 95) "Um espaço estruturado com mobiliário, brinquedos e materiais compatíveis com os temas das brincadeiras e enriquecido com a interação da professora proporciona maior qualidade do brincar".
Durante o estágio I presenciamos no espaço escolar, várias brincadeiras lúdicas, como as cirandas, brincadeiras de roda, músicas com dramatizações, os jogos lógicos e mesmo dentro das salas, com pouco espaço e após as atividades dirigidas ou entre uma e outra as brincadeiras acontecem e as crianças se divertem. (Moyles, 2002 p22) Diz "O brincar ajuda os participantes a desenvolver confianças em si mesmos e em suas capacidades e, em situações sociais, ajuda-os a julgar os muitos variáveis presentes nas interações sociais e a ser empático com outras pessoas". Nessa perspectiva a brincadeira além de ser divertida, prazerosa é aprendizado para a convivência humana.
A escola oferece aos alunos salas decoradas conforme a faixa etária disponibilizando fantoches, coleção de histórias da literatura infantil, em DVD e livros. Os profissionais da escola ressaltam que o lúdico é importante na vida cotidiana dos alunos, porque desenvolve habilidades como: controle sobre o corpo e o movimento; equilíbrio, coordenação, alegria, o desenvolvimento cognitivo e afetivo. Moyles (2002 p.21) Afirma que, "A estimulação, a variedade, o interesse, a concentração e a motivação são igualmente proporcionados pela situação lúdica...".
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através da observação na unidade de ensino, podemos constatar a importância do lúdico, visto que a experiência na sala de aula é de grande importância para a formação do profissional trazendo novas percepções no ensino aplicado em sala de aula.
A prática do estágio possibilitou novas experiências e conhecimento para futura profissão docente, através das observações adquirimos várias possibilidades de trabalhar com diferentes brincadeiras, diversidades em organizar o ambiente e a oportunidade de vivenciar a prática em sala de aula com as crianças.
A ludicidade está presente no espaço escolar observado, visto que os profissionais da escola ressaltam que o lúdico é importante na vida cotidiana dos alunos, porque desenvolve habilidades como: controle sobre o corpo e o movimento; equilíbrio, coordenação, alegria, o desenvolvimento cognitivo e afetivo. Traz leveza ao ambiente escolar, tornando-o aconchegante e acolhedor, estimulo imprescindível para desenvolvimento de novas experiências e reinvenção de possibilidades de aprendizado.
BIBLIOGRAFIA
ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação Lúdica: Técnicas e jogos pedagógicos. São Paulo: Loyola. 1995.
BRASIL, Ministério da Educação. Básica, Brinquedos e Brincadeiras nas creches: Manual de orientação pedagógica/ - Brasília: MEC/ SEB, 2012.
CUNHA, Nylse H. Silva. Brinquedoteca, um mergulho no brincar. 3ª. Ed. Vetor, S. Paulo, Brasil, 2001.
GOMES, S. dos S. Revista Presença Pedagógica, pag. 46, 2013 Editora Dimensão.
http://doce-pedagogia.blogspot.com.br/2012/09/frases-e-citacoes-sobre-ludicidade.html
Indicadores da Qualidade na Educação Infantil / Ministério da Educação/Secretaria da Educação Básica – Brasília: MEC/SEB, 2009.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O brincar e suas teorias. - - São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002.
MOYLES, Janet R. Só brincar? O papel do brincar na Educação Infantil. Trad. Maria Adriana Veronese. – Porto Alegre: Artmed, 2002.
ANEXO I
CADERNO/DIÁRIO DE CAMPO
Escola: "Centro municipal de Educação Infantil e Fundamental Primeiro Passos"
Data: 10/04/2014 Períodos: matutino e vespertino
Turma: pré I
Iniciamos o estágio no dia 10 de Abril, no Centro de Educação Infantil e Fundamental "Primeiros Passos", unidade educacional do município de Barra do Bugres. A instituição atende em torno de 620 alunos, entre o período matutino e vespertino.
A unidade é estruturada, organizada, tendo um pátio amplo, com jardins, brinquedoteca equipada com pula-pula, piscina de bolinhas, brinquedos lógicos, sala de vídeo, biblioteca com acervo de literatura infantil, parque de diversão em construção, a escola tem uma rotina, permitindo que cada sala tenha momentos específicos para usufruir desses locais.
A "Acolhida" faz parte da rotina, e é um momento muito interessante, semanalmente algumas turmas se reúnem na brinquedoteca, no primeiro horário, fazem oração, cantam o hino do município, cantam músicas e ouvem histórias, todos participam das atividades.
As turmas que estão em sala as 07h00min fazem uma oração, e a professora desenvolve o plano de aula, com atividades que são previamente planejadas com a coordenação pedagógica, conversando com os alunos ou contando alguma história. Quando a atividade é desenvolvida no caderno, o primeiro passo se pontilha o nome de cada aluno, para que passem por cima, estimulando a coordenação motora e cognitiva, os alunos se interessam e fazem com capricho.
A partir das 08h45min é servido o lanche no refeitório, após fazem a higiene bucal, tomam água, vão até o banheiro que é equivalente ao tamanho da turma que a unidade atende, retornando para as salas, dando continuidade as atividades, os alunos não tem intervalo livre.
As atividades desenvolvidas utilizam materiais variados, e são bem dinâmicas, contos de história, músicas, parlendas, dramatização. No pátio da escola brincamos com brinquedos lógicos, roda, passa anel, explorando todas as possibilidades, as crianças interagem e se desenvolve, com atividades lúdicas.
O município de Barra do Bugres é apreciado em projetos realizados na escola, neste ano estão trabalhando com Meio Ambiente, tratando do Rio Paraguai, Cultura do município fauna, flora, Hortaliças que estão sendo cultivadas em uma canoa. Nesses projetos, cada sala fica responsável por um tópico.
Em torno de 10:40 horas os alunos são preparados para ir embora, são organizados em filas com auxílio dos monitores vão até o transporte escolar, levados até o ponto onde são aguardados pelos pais. Tive a oportunidade de ir junto e foi muito significante, percebendo que os alunos se comportam muito bem.
Os alunos quando questionados dizem que gostam de estar na escola, aprendem, brincam. No final das aulas a professora sempre nos sugeria um tipo de jogo ou brincadeira e os alunos sempre surpreendiam com seu desenvolvimento e participação. Trabalha-se com os alunos a respeito da organização e limpeza da sala, após atividades de pintura e colagem organizam e guardam os materiais, limpam os pincéis.
O contato com alunos e professores nos proporcionou uma experiência intensa, a respeito da profissão.
RELATÓRIO III
Modelo pronto
Veja abaixo um modelo pronto do relatório de estágio.
FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS – FTC EadUNIDADE PEDAGÓGICA DE POSTO DA MATA/BACURSO DE LICENCIATURA EM BIOLOGIARELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO NAS SÉRIES FINAISDO ENSINO FUNDAMENTALPosto da Mata2009MARCOS INÁCIO CAVALCANTERELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO NAS SÉRIES FINAISDO ENSINO FUNDAMENTALRelatório apresentado à Faculdade de Tecnologia e Ciências – FTC/EaD como requisito parcial para avaliação da disciplina Estágio Supervisionado I do 4º período do curso de Licenciatura em BIOLOGIA do Circuito 06 – UP de Posto da Mata/BA sob a orientação da professora Marisela Pi Rocha.Posto da Mata2009À minha Tutora, Gláucia Pereira, pelas palavras de apoio e incentivo; pelo carinho e “puxões de orelhas”. Por participar da realização deste Estágio, aos meus amigos de curso Almir Araújo, Clebio, Nalva Trama, Glória Lúcia e Wilson Araujo.Pela oportunidade concedida, ao senhor José Silva de Jesus, ilustre diretor do Colégio Vera Cruz. Pela paciência e dedicação, à senhora Everlene, amiga e professora-regente da turma onde estagiei. Por proporcionar a realização deste Estágio, aos alunos da 5ª/6ª A, noturno.SUMÁRIO1 APRESENTAÇÃO………………………………………………………………………………………62 CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO………………………………………………………..73 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO…………………94 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS………………………………………………………115 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES…………………………………………………………136 REFERÊNCIAS…………………………………………………………………………………………147 ANEXOS………………………………………………………………………………………………….15ANEXO A – Plano de Ação do Estágio nas Séries Finais do Ensino FundamentalANEXO B – Plano de AulaANEXO C – Planilhas de FreqüênciaANEXO D – Avaliação do Estagiário pelo Supervisor………………………ANEXO E – Avaliações, Atividades, QuestionáriosANEXO F – Fotos1 APRESENTAÇÃODando conclusão à primeira etapa do Estágio Supervisionado do curso de Licenciatura em Biologia, tendo em vista a necessidade de uma experiência prática onde aplicou-se grande parte dos fundamentos aprendidos ao longo dos períodos anteriores com os princípios teóricos estudados, agora trabalhando em sala de aula, neste momento, aliou-se a teoria à prática, demonstrando, assim, o quanto é enriquecedor e importante esta etapa na formação acadêmica e profissional do futuro docente.O Estágio Supervisionado I foi realizado em uma turma de 5ª/6ª série do Programa de Educação de Jovens e Adultos – EJA do turno noturno do Colégio Municipal de Ensino Fundamental Vera Cruz, localizado à Praça Vera Cruz, 07 – Centro, Distrito de Posto da Mata, Município de Nova Viçosa, Estado da Bahia. Esta etapa, com carga horária de 128 horas, teve início no dia 01 de setembro e terminou no dia 25 de novembro de 2008, com carga horária semanal de 3 horas aulas, distribuídas da seguinte forma: segundas-feiras, 2 (duas) aulas sendo nos 1º e 2º horários; e nas terças-feiras, 1 (uma) aula no 2º horário.O Estágio Supervisionado I teve o objetivo de observar e aplicar os conhecimentos adquiridos nas disciplinas estudadas, bem como confrontá-los com a prática pedagógica propriamente dita, buscando firmar uma prática que seja significativa.Este relatório é composto da descrição das observações e das experiências vivenciadas no período de regência em sala de aula que se baseou nos quatro pilares da educação e também na tendência sociointeracionista do processo de ensino-aprendizagem.Encontra-se descrito neste trabalho as observações não só do processo em sala de aula, como também, do ambiente escolar como um todo. Dentro deste pressuposto, procurou-se conviver e observar uma forma de direcionar a prática pedagógica como uma ação sustentada em fundamentos que englobam uma linha filosófica de aprendizagem e sua efetividade.2 CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃOO Colégio Municipal Vera Cruz como é estruturado atualmente foi criado em 1995, onde já funcionava no mesmo local o antigo Colégio Vera Cruz desde a década de 70. É uma instituição mantida pela Prefeitura Municipal de Nova Viçosa com corpo docente composto por profissionais concursados em áreas específicas, muitos com nível superior completo ou em fase de conclusão, além de coordenadores pedagógicos. Oferece Ensino Fundamental (1ª a 8ª séries) nos turnos da manhã e tarde; e à noite, a modalidade de Educação de Jovens e Adultos – EJA.Funciona em um espaço amplo com pátio sem cobertura onde são realizados os eventos. As salas são amplas, porém não arejadas; paredes e iluminação precisam de reparos bem como suas instalações sanitárias (banheiros); além de bebedouros sem higienização adequada; não há mesa para professor e as carteiras não são conservadas e nem em quantidade suficiente para todos os alunos. Não possui refeitório e a cantina é pequena com uma janela por onde é distribuída a merenda. Também não possui auditório. Possui um espaço para a biblioteca, que serve como sala de vídeo com TV e DVD. Possui ainda espaços que servem de secretaria, sala da direção e dos professores.No primeiro andar, em um pavilhão, funciona um núcleo de faculdade à distância.Dentre os recursos disponibilizados na escola, encontra-se um instrumento ainda muito usado nas escolas: o mimeógrafo. Antigo para os nossos dias, mas funcional, pouco utilizado como recurso nesta instituição.Existe ampla quantidade de livros fornecidos pelo MEC, mas pouco utilizados pelos professores como recurso.Como já discriminado, a iluminação do pátio à noite é insuficiente. A escola possui apenas uma entrada sempre vigiada e existe uma pessoa encarregada pela inspeção e observação da área escolar.2.1 Corpo docenteCom um número significativo de professores para todas as disciplinas, muitos cursando e outros com ensino superior completo, sendo um total de 56 (cinqüenta e seis) professores, assim distribuídos: 34 (trinta e quatro) são concursados e 22 são contratados; 25 (vinte e cinco) destes possuem nível superior e outros 27 (vinte e sete) estão cursando ou não possuem nível superior. Sendo 03 (três) professores de História, 03 (três) de Geografia, 05 (cinco) de Língua Portuguesa, 03 (três) de Ciências, 05 (cinco) de Matemática, 03 (três) de Língua Inglesa, 01 (hum) de Ensino Religioso, 02 (dois) de Desenho Geométrico, 02 (dois) de Educação Artística e 02 (dois) de Educação Física.2.2 Corpo DiscenteA clientela da instituição campo de estágio é composta por alunos de classe social baixa, que residem em bairros adjacentes à instituição que está localizada no centro da cidade. Muitos destes necessitam de transporte escolar para chegar à escola. Já no turno noturno, a clientela é de filhos de população assalariada, trabalhadores assalariados, pais e mães que, depois de um dia exaustivo de trabalho, largam o conforto do lar para irem à escola.3 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO3.1 PlanejamentoConstruído no início do ano, o Projeto Político Pedagógico se encontra com a direção à disposição dos professores e também da comunidade.O Planejamento Anual indica as diretrizes da relação dos conteúdos, objetivos e metodologias para a execução de cada disciplina.O Plano de Unidade é elaborado no final de cada unidade e, no dia 07 de outubro, elaborou-se o planejamento para aIV Unidade com a orientação dos coordenadores, participação dos professores e da direção.Foi um momento de reflexões sobre a prática educativa e onde se fez questionamentos em relação aos altos índices de evasão escolar característicos do turno da noite, suas origens e motivações. Como mais uma vez o ano está findando, fica para o próximo ano o desafio de diagnosticar e encaminhar sugestões para a mudança da situação.Os projetos desenvolvidos não possuem nenhum registro de elaboração, apenas a execução constada nos diários e poucos são os relatórios realizados pelos docentes. Em conversa com alguns docentes ficou claro a dicotomia entre a ferramenta do Plano de Curso e a aplicação de projetos alheios às disciplinas afins e sua aplicação questionável.Durante o planejamento trabalhou-se somente os conteúdos específicos à cada área, mas sem nenhuma menção aos recursos a serem utilizados e como seriam utilizados, como também, as referências bibliográficas consultadas.Apesar de não existir livro didático com especificidade para Educação de Jovens e Adultos, os livros existentes são poucos utilizados pelos professores.Existem alguns recursos visuais, além do quadro de giz. Há também a disponibilidade papel metro branco, conseguido a partir de doação, para a confecção de cartazes e é utilizado somente em algumas ocasiões, pouco explorado pelos professores.3.2 Observação e co-participaçãoUm período onde tudo o que acontece é novidade, principalmente para estagiários que ainda não têm ou possuem pouca experiência em sala de aula. É um momento muito enriquecedor para todas as partes envolvidas, pois, é onde professores, estagiários e alunos estão se encontrando pela primeira vez, então é natural que haja um clima novo, de descoberta ou mesmo, de incertezas e dúvidas que ao longo do Estágio vai se quebrando e quando o trabalho está no ápice do desenvolvimento, é hora de encerrar.Durante essa etapa, percebi que a professora-regente não tem muito recursos, trabalha de forma habitual muito rústica, ou seja, apenas ditava os assuntos e os alunos escreviam. Não usou vídeos ou qualquer outro tipo de dispositivo, raramente usava o quadro negro, fez alguns painéis e aconteceram também algumas palestras já com a participação dos estagiários sobre DST`s, Paz, Drogas e também a construção de textos. Percebeu-se que apesar de todas as dificuldades existentes houve interação, interesse e aprendizado.3.3 RegênciaTodas as etapas do Estágio Supervisionado I foram importantes e enriquecedoras, mas nenhuma delas se compara aos momentos mágicos vividos numa sala de aula que, apesar da pequena quantidade de alunos, requereu muito do estagiário.Encarar frente a frente toda a dialética educacional, os problemas, como atrasos, o cansaço visível na face da maioria dos alunos, pois, muitos chegam a cochilar em alguns momentos da aula.Além disso, foi muito prazerosa a troca de conhecimentos, a atenção que disponibilizaram cada um do seu jeito, para melhor compreensão dos assuntos e dos temas abordados, embora uma pequena parte, ou seja, dois (02) ou três (03) alunos que em alguns momentos precisaram serem chamados a atenção.Pode-se também observar que o retorno foi satisfatório não apenas pelo aprendizado, pelos gestos de aceitação, pelo retorno dado a cada atividade aplicada em sala de aula, via-se que a recíproca era verdadeira, uma vez que foi entregue no último dia do referido Estágio um questionário para a avaliação do trabalho dos estagiários que está anexado a este relatório e o balanço do mesmo foi muito satisfatório.No começo os alunos ficaram meio desconfiados principalmente os homens, uma vez que a professora estava sendo substituída por dois estagiários. Iniciado os trabalhos e com o andamento das aulas foram adaptando-se à metodologia aplicada ao longo das aulas.Procurou-se elaborar aulas diferenciadas que despertassem a curiosidade e atenção dos mesmos; percebeu-se também o interesse cada vez maior, a interação com os assuntos abordados e a relação de amizade com os estagiários, explícitos nas palavras de apoio, nos elogios e o carinho demonstrado nesse período. As atividades dadas em sala de aula, as pesquisas encomendadas foram realizadas com êxito por parte dos discentes, criou-se ainda, um laço afetivo muito forte, fato que proporcionou o sucesso no processo de ensino-aprendizagem bem como o reconhecimento do trabalho, empenho e profissionalismo dos estagiários.Noprimeiro dia sempre dá um “frio na barriga”, os olhares como quem diz: “já vem esses caras aí mudar tudo”, assusta um pouco os alunos já acostumados com a didática do professor e a dinâmica das aulas ministradas, lembro quando um desses alunos disse: “só entra homem nessa sala, porque não entra uma gatinha para estagiar aqui” nos dias seguintes com a introdução dos assuntos e as dinâmicas aplicadas os alunos foram gostando do jeito diferenciado de passar as aulas e conseqüentemente aprendendo a matéria.Nas aulas posteriores notava-se o explicito interesse e a interação “rolava” cada vez melhor, os alunos se ofereciam para ajudar a buscar livros, televisores, papeis e outros matérias que fossem ou seriam utilizados na aula, além das pesquisas sempre que solicitadas pelos estagiários e ainda a participação cada vez mais calorosa por parte dos mesmos.Não houve problemas com chuvas porque a estação colaborou, portanto, não tivemos problemas com falta de alunos ou mesmo as quedas ou faltas constantes de energia elétrica ocasionadas no período chuvoso.A professora da sala a Everlene, sempre muito prestativa, simpática e se colocou sempre a disposição para sanar qualquer problema ou dúvidas que fossem surgindo, além disso, todos os profissionais da escola estavam à disposição e sempre que solicitados atenderam de forma muito gentil, sejam porteiros, zeladoras, merendeiras, diretores, secretários enfim todos estavam inseridos nesse processo de ensino-aprendizagem.Além do mais, as merendeiras caprichavam cada vez mais na merenda e a cada dia era uma deliciosa surpresa, cachorro quente, arroz doce, mingau de tapioca; Hum! deu água na boca, o clima entre professores e estagiários na cantina e na sala dos professores eram cada vez mais amistosos e alegres, melhor do que este estagio só a segunda etapa, até lá.4 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOSAnalisando o Estágio Supervisionado I, por meio de suas etapas, desde a observação passando pela co-participação até a sua culminância na regência, verificou-se quão complexo e cheio de por menores é a sua consumação, como a parte burocrática dos papéis (documentos), os planejamentos no AC e fora dele, planos diários, planos de ação, tudo isso torna-se um tanto complicado. É como juntar peças de um grande quebra-cabeça que é o estágio em toda a sua estrutura.Sua complexidade vai muito além de suas respectivas etapas e planos documentais.O balanço é bastante positivo levando em consideração a pouca experiência frente à ação docente. O resultado superou as expectativas uma vez que as partes envolvidas, professor-regente, alunos e estagiários, saíram satisfeitos.Segundo Navarro (2000) as diversas temáticas envolvendo os estágios supervisionados, contribuem para uma base sólida para a formação dos profissionais da educação apesar das dificuldades, considerando que nem sempre os professores e estagiários tem clareza sobre os objetivos que orientam suas ações no contexto escolar e no meio social onde se inserem, sobre os meios existentes para realizá-los, sobre os caminhos e procedimentos a seguir, ou seja, sobre os saberes de referência de sua ação pedagógica, faz sentido investir no processo de reflexão nas e das ações pedagógicas realizadas nos contextos escolares (apud PIMENTA; LIMA, 2004).As atividades que articulam as ações pedagógicas são:·As interações entre professores, os alunos e os conteúdos educativos em geral para a formação do humano;·As interações que estruturam os processos de ensino-aprendizagem;·As interações nas quais se atualizam os diversos saberes pedagógicos do professor e dos quais ocorrem os processos de reorganização e ressignificação de tais saberes.As autoras defendem uma nova postura, uma redefinição do estágio, que devem caminhar para reflexão a partir da realidade.Na direção desse aprofundamento, Pimenta (1994) partindo de pesquisas realizadas em escola de formação de professores, introduz a discussão de práxis, na tentativa de superar a decantada dicotomia entre teoria e prática. Conclui que o estágio ao contrário do que se propugnava, não é atividade prática, mais teórica, instrumentalizadora da práxis docente, entendida esta como atividade de transformação da realidade. Nesse sentido, o estágio curricular é atividade teórica de conhecimento, fundamentação, diálogo e intervenção na realidade, esta, sim, objeto da práxis. Ou seja, é no contexto da sala de aula da escola, do sistema de ensino e da sociedade que a práxis de dá.Analisando o estágio como um todo não foi difícil realizá-lo, pois, pelo fato de tratar-se de pessoas adultas notava-se sempre grande interesse e atenção em relação as aulas aplicadas o que ajudava a melhorar cada vez mais o trabalho em sala de aula.Alem disso, não foram encontrados problemas no decorrer da regência, fato que culminou no sucesso deste Estágio.5 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕESSe colocados na balança, percebe-se que foi bastante positivo os resultados obtidos com o Estágio Supervisionado I, principalmente no que tange a motivação dos discentes, o interesse pelas aulas, que foram bastante produtivos, despertaram e saciaram a sede dos alunos em busca de tais conhecimentos.A cada dia um momento diferente, acontecimentos que envolviam os alunos e que chamavam a atenção para as aulas, como as palestras e vídeos, as leituras compartilhadas, bem como as confecções de painéis, dentre outras ações.Um fator de extrema importância que fora notado ao longo deste período é que a professora tinha certa dificuldade em determinados momentos de controlar alguns alunos em conversas paralelas que atrapalhavam o desenvolvimento das aulas.Dessa forma, sugere-se um trabalho com os professores para que tais fatos não aconteçam que tenham mais firmeza na hora de passar conteúdos e de chamar atenção dos alunos para que não fiquem dispersos a fim de atrapalharem o bom andamento das aulas.Recomenda-se a cobertura de uma parte do pátio e iluminação mais adequada, e organização da biblioteca com a presença de uma pessoa responsável pela organização e manutenção do acervo, que é significativo para a instituição.6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS·PIMENTA, Selma Garrido; Lima, Maria Socorro Lucena. Estágio de docência. São Paulo: Cortez, 2004.·Sampaio, Francisco Azevedo de Arruda. Caminhos da ciência: uma abordagem sócio construtivista. São Paulo: IBEP, 1998.·Ribeiro, Lourdes Eustáquio Pinto. Para casa ou para sala?. São Paulo: Didática Paulista, 1999. (Proposta didática de alfabetização)ANEXOSANEXO A – Plano de Ação do Estágio Supervisionado nas Séries Finais do Ensino FundamentalANEXO B – Planilhas de FreqüênciaANEXO C – Avaliação do Estagiário pelo professor-regenteANEXO D – Planos de Curso, Unidade e de AulasAutor: MARCOS INACIO CAVALCANTE
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